Diálogos entre campo, cidade e floresta: desafio da produção e distribuição de alimentos saudáveis no contexto da pandemia

Uma sociedade sustentável é uma sociedade que não contamina rios, nascentes, solo; que não destrói a fauna nem a flora. É uma sociedade que produz sem agrotóxicos, de forma agroecológica, promovendo relações humanas e com a natureza de forma justa e saudável para todas e todos. E não dá para falar de agroecologia sem falar de reforma agrária, já que vivemos em um país patrimonialista e profundamente desigual, que concentra terras nas mãos de poucos. A agricultura familiar e camponesa quer terra pra plantar! Se o campo não planta, a cidade não janta.

Além disso, a pandemia traz e escancara inúmeros problemas, dentre eles a dificuldade enfrentada pelos pequenos agricultores para escoar a produção agrícola ao mesmo tempo em que comunidades vulneráveis e periféricas sofrem com a fome, a falta de assistência e de políticas públicas .

Precisamos superar a dicotomia campo x cidade, incorporando as florestas, para continuarmos na construção de sociedades sustentáveis e resilientes. Tendo em vista a necessidade de uma análise crítica e de pensar propostas alternativas, o Núcleo PCJ realizou, no dia 26 de maio de 2020, a primeira live da Jornada Universitária da Reforma Agrária (JURA).

Intitulado Diálogos entre campo, cidade e floresta: desafio da produção e distribuição de alimentos saudáveis no contexto da pandemia, você pode assistí-lo na íntegra clicando aqui.

A partir do diálogo, construímos uma síntese acerca das problemáticas colocadas em pauta. Essa síntese se divide em três partes: (1) Estaria o projeto de reforma agrária obsoleto ou mais urgente do que nunca?, que você pode ler aqui; (2) Insegurança alimentar e o injusto acesso à terra, que você lê aqui; (3) Elementos essenciais para uma experiência planetária justa, que pode ser acessado aqui.

A JURA é um convite do MST para que as Universidades reflitam, juntamente com os Movimentos Sociais, o tema da Reforma Agrária. Ela acontece, tradicionalmente, no mês de abril, em memória ao massacre de Eldorado dos Carajás (lembrado mundialmente pela Via Campesina), que ocorreu no dia 17 de abril de 1996.

Na Esalq/USP, as JURA’s cumpriram um papel muito importante. Elas começaram a ser capitaneadas pelo saudoso professor Paulo Kageyama, que foi um cientista exemplar, capaz de mostrar que a Universidade Pública pode e deve estar a serviço do povo. Ele deixou um grupo muito grande de pessoas aglutinadas e incentivadas pelas JURAs, que dão continuidade ao seu legado, fazendo esta ponte entre saber acadêmico, pesquisa universitária, formação de estudantes junto com a população, com os agricultores e agricultoras do MST e de outros movimentos sociais, para que seja possível aprender nesse diálogo com aqueles e com aquelas que estão com a mão na terra.

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